
O corpo ardendo em febre
e o lençol cinza
cobre minha pele
nua
olhos lacrimejam as incertezas
de sanar o sentimento voraz,
descontrolado
chamado loucura
De frente para o espelho
um rosto desfigurado
que só percebe
a cor desbotada
do cabelo
não há remédio para o desejo
da carne,
viva e crua
nem beijo,
sexo
ou ternura
O pensamento vagando
pra nenhum lugar,
os olhos só encontram
ausência de luz
e aquela vaga sensação
de que nunca estive aqui
E quando olho pra traz
existem pegadas que não vejo
de um corpo sem sombra
e essa loucura
sem cura
que não parece exata,
mas dura.
(foto, A loucura; James Stuart Rons)
(foto, A loucura; James Stuart Rons)
3 comentários:
o teu amor me cura, de uma loucura qualquer.
A loucura não é enigma da humanidade é intrisica ao seu espirito, é uma face da mesma moeda que a sanidade. a loucura é a fantasia do irreal nos perseguindo.
A loucura não é enigma da humanidade é intrisica ao seu espirito, é uma face da mesma moeda que a sanidade. a loucura é a fantasia do irreal nos perseguindo.
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