Estou catando as palavras
caidas no chão
soltas ao vento
sem direção
Elas seguem embaralhadas
fujidias e embreagadas
sem querer lapis ou papel
causando confusão
não querem ser expressas
nem mesmo tocadas
precisam de espaço
sem tempo
apego
ou afeição
seguem o rítimo sem som
de um inverno
ou um verão
sem querer dizer nada
ou alimentar a chegada
de uma próxima estação
(foto; Marcilene Silva, série pequenas memórias, 1999)

2 comentários:
As palavras são movimento quase inapreenssivel. são sedutoras e independentes, amavéis, mas não se apegam a nada...
cate-as e produza sempre com tua sensibilidade tão bela! mujer de mi vida!
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