quarta-feira, 22 de abril de 2009

Poesia Fria



Uma coisa prática
pego e desejo
uma cara pálida,
limpa,
sim, é o que vejo.

uma poesia fria,
sendo escrita
com uma caneta de gelo
e frases escorridas
que ainda não percebo


um papel seco,
em branco desespero
de linhas imaginárias
sem objeto a passar entre os dedos.

(Desenho; Gabriel Bá-2005)


4 comentários:

CLARIDÃO disse...

poesia linda!

Castro Lisboa disse...

Um pedido rústico, sem esmero ou cuidado.
Mas tem sua beleza enquanto inacabado

Unknown disse...

o desejo de fazer tudo dentro de uma nada
é vc mesmo!
amei...

Brener Alexandre disse...

O fantasma que surpreende os processos mentais, que de nada é tudo e de tudo é nada. a virtude poética é criar o ídolo fantasmagorico que toca gélido e seco o coração de quem sente com calor do frio mais gélido que o existir pode fazer alguém sentir...

incrivel seu poema. muito bom como sempre!