quinta-feira, 30 de abril de 2009

Divagar - devagar

Diálogos repetidos
numa constância astrofísica
conceitos prontos
sem pontos
e sem vírgulas
respire!

Divagar para uma lado
que minha mente rejeita
devagar de uma forma
que meus olhos se fecham

o que é o amor?
De onde vem a dor?
fixação cultural
sentimentos expostos
e nada se obtêm

minha boca se cala
minha lingua adormece
a matéria sem forma
e o uniforme de apenas querer,
querer chegar a algum lugar

e no final
o que se tem
não difere em nada
do mesmo ponto de partida.

Um comentário:

CLARIDÃO disse...

divagar devagar não foi a nossa ação. paulo otávio não deixou que assim fosse.