quinta-feira, 26 de março de 2009

Bom dia Pai



Meu pai se encontrou no tempo
Das manhãs frias
E das noites quentes

Quando avisto seus olhos
Me vejo e me encontro
Lá dentro

Ruga a ruga
Suor escorrendo
Na lágrima que enxugo
Na tristeza que lamento

O meu pai fazendeiro
Planta frutos em silêncio
Anda pelo mato
E colhe fora do tempo

A madeira que procura
Pelo canto do quintal
serve até de suporte
pra botar roupa no varal

Essa mesma madeira
Vira lenha pro fogão
Onde ele senta toda noite
Pra aquecer as suas mãos

Inda madrugada
Lá está ele de pé
Lavando o rosto no rio
E se preparando pro café

2 comentários:

Brener Alexandre disse...

E no trabalho a virtude, a excelência se manifesta e no calor do corpo que trabalha o carinho se expressa.
é no trabalho que aprendemos que sentido é a gente que dá.
que a natureza autonoma apenas aponta aonde o destino está.
e viva quem tem coração para sentir e de muitos modos percebe que a vida é mais que o sustento é amor que se doa e recebe.

CLARIDÃO disse...

me emocionei, e me remeteu tanto ao clima bucólico, afetivo, amor de verdade, e saudades, muitas saudades.
vc é nobre, ~dona do meu coração.
te amo.