terça-feira, 30 de setembro de 2008

Baile



Uma máscara dilacera meu rosto.
Está me fatiando como um machado,
E fragmentando meu ser pelos dias afora.

Não me deixa ver o reflexo do espelho
E me faz contar o tempo,
Segundo por segundo.

Esta máscara tem se fundido com minha pele,
Camada por camada,
Massa por massa.
Arranca-la já é me desfigurar.

Minha alma entristecida
Deseja um combate sem armas
Para ajudar-me a retirar a máscara.
Luta em vão,
Não será possível após a luta
Descobrir se foi arrancada a máscara
ou meu rosto é que estará no chão.

4 comentários:

Stones disse...

Fantástico é a palavra que explica mais completamente a senção ao ler seu blog. Quem deseja iludir-se com as benesses da vida, do vinho, do mundo passageiro que aqui não entre. Pois as significações da vida aqui são as deformidades reais de um mundo aparente nmo qual vivemos pseudo-felizes.

CLARIDÃO disse...

e quando não existe mascara, mas também nenhum rosto!

João Lenjob disse...

Marcilene, adorei. Você é favorita no meu, viu??
Aqui, vim aqui apresentar a minha parceiria com a Desenhista Andreza Nazareth, no blog, http://versosetracos.blogspot.com. Eu imagino que vai gostar, mas de qualquer forma aguardo sua posição. Visite e comente no trabalho que achar melhor, pode ser? Beijos!!!

João Lenjob

tentando entender disse...

Muito bom, muito bom!!!