Hoje junto os trapos velhos que restaram de mim. E nessa façanha descubro o quanto ainda há de material reciclável aqui dentro, e em tempos de modismos ecológicos até que isso soa interessante. Os trapos, alguns já muito sujos e manchados de cinzas de cigarro e sangue ainda formam um estranho tecido de cor pálida, mas de utilidade (nada muito próximo de uma ideia utilitarista) e apreço. Tento me vestir a alma e tapar buracos que descobri jamais serem preenchidos. É tempo de camuflar.
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